
Pierrot
É um boneco engraçadinho,
Um gorrinho assim, de ladinho
Uma roupinha bem asseada, preta e branca
Tão caprichada
Tem dois olhos de avelã
uma boca pequenininha
vermelha que nem romã
E debaixo de um dos olhos, mora uma história.
Não sei se é de guerra, ou vitória
Mas há te ter alguma glória,
Ele chora, mas o sorriso permaneceu
É naquela lágrima que eu me escondi,
É parte daquela história desconhecida que eu me tornei
É um boneco tão sereno,
Se fosse de verdade,
Seria tão frágil e pequeno
É o companheiro nas noites de cheia a Lua,
Ouvinte de tantos lamentos da dona sua
É o carinho das mãos frias de porcelana
Mas parecem tão quentes, para essa menina tão insana
É o afago depois da bofetada, é o beijo depois da cusparada
É o sorriso depois da ofensa, gesto de amor, coisa tão intensa
É o boneco que dançou a canção favorita
Que a tempos foi esquecida
É o menino que cantou a canção
Que aquecia o seu coração
É o homem que afagava a vida
Mesmo ela sendo tão sofrida.
Foi ombro que do cansaço
Foi apoio sem poder dar um abraço.
É um boneco tão engraçado,
Que a dona cresceu, e ele ficou,
Que hoje dorme na janela, esperando a sua estrela mais bela
Que tem esperança, de que ela volte, pra ser a sua criança.
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