“A poesia não se entrega a quem a define.


Mário Quintana


sábado, 19 de março de 2011

Devaneios...

Sentimento



Que sentimento é esse?

Uma simpatia mais ou menos assim

Que dá palpitação quando os seus olhos se voltam pra mim



Que sentimento é esse?

Uma preocupação que vem sem pedir,

Que me faz querer sempre te ver sorrir



Que sentimento é esse?

Uma solidão sem preço

Mais um dia sem ti e desapareço



Que sentimento é esse?

Assim, que parece quase saudade

Mas que dói mais, mesmo sem maldade



Que sentimento é esse?

Que me é tão desconhecido,

E que de tão feliz, me faz perder o juízo


Que sentimento é esse?

Que me faz tomar as atitudes mais impensadas

Aguentar grosserias ou nenhuma de suas palavras


Que sentimento é esse?

Apelo.

Peço-te uma última graça...
Deixarei no mundo alguém que me é de grande estima...
Deixa então que eu lhe escreva algumas palavras, meu último Adeus,
Garante-me que entregará minhas sinceras palavras, que serão como o último beijo que não poderei dar.
Que o Sol seja compassivo, e se esconda, para não ver minha vergonha, deixa-me morrer na escuridão, sem nenhum sinal de piedade, por favor, me fere o orgulho partir com o Sol a me olhar... As estrelas que brilham no céu, deixa-as como únicas testemunhas da minha desgraça.
Deixa-me tocar uma última vez o mar, esconder meus dedos na areia
Deixa-me ter nos braços, como um último desejo,aquele a quem prezo
Tira-me a luz dos olhos, para que não veja seus olhos a chorar por mim,
Deixa que eu morra, assim, desesperada e cansada
Deixa me ir, sabendo que em vida, nunca amei tanto alguém.

Palavra do Dia!

Olha, vem chegando o entardecer
Espera, logo mais vai anoitecer
E meu carinho por você, ainda tão grande
Vai esmorecer

Mas se já não há nenhum sinal
De que irei te esquecer
Me deixa nessa melancolia
Ela me aguça os sentidos

Desperta os desejos, jamais esquecidos

Não lhe peço que me ame
Não exijo apreço, não se faz necessário
Mas deixa eu sempre ver o teu sorriso
Ouvir teu riso, te acolher, ser teu abrigo

Olha, vem chegando o amanhecer
Se chorei, não te conto, não vais mais me conhecer

E num suspiro, respiro, me alegro
Porque sei que vou te ver.

Palavra do Dia!

Nada mais.

Sereu eu apenas mais um transeunte
Nada mais que um andarilho

Procurando um sei lá o que
Tentando encontrar não sei onde

Serei apenas passos perdidos na areia
Serei o perfume que permanece
Do que já passou

Serei uma lembrança apenas
Serei a paz, tão pequena

Serei um facho de luz na escuridão
A sombra que surge no clarão

E um dia... De tanto ser
Passar, voltar e ver...

Nada mais serei.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Palavra do Dia!


Pierrot

É um boneco engraçadinho,
Um gorrinho assim, de ladinho
Uma roupinha bem asseada, preta e branca
Tão caprichada

Tem dois olhos de avelã
uma boca pequenininha
vermelha que nem romã

E debaixo de um dos olhos, mora uma história.
Não sei se é de guerra, ou vitória
Mas há te ter alguma glória,
Ele chora, mas o sorriso permaneceu

É naquela lágrima que eu me escondi,
É parte daquela história desconhecida que eu me tornei

É um boneco tão sereno,
Se fosse de verdade,
Seria tão frágil e pequeno

É o companheiro nas noites de cheia a Lua,
Ouvinte de tantos lamentos da dona sua

É o carinho das mãos frias de porcelana
Mas parecem tão quentes, para essa menina tão insana

É o afago depois da bofetada, é o beijo depois da cusparada
É o sorriso depois da ofensa, gesto de amor, coisa tão intensa

É o boneco que dançou a canção favorita
Que a tempos foi esquecida

É o menino que cantou a canção
Que aquecia o seu coração

É o homem que afagava a vida
Mesmo ela sendo tão sofrida.

Foi ombro que do cansaço
Foi apoio sem poder dar um abraço.

É um boneco tão engraçado,
Que a dona cresceu, e ele ficou,

Que hoje dorme na janela, esperando a sua estrela mais bela
Que tem esperança, de que ela volte, pra ser a sua criança.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Palavra do Dia!

Barco

Meu barco está para partir
Mas já não há espaço para ti

Eu o enchi de sonhos e quereres
Todos os segredos, medos e tudo o mais que pensares

Meu barco tão abarrotado, desse porto vai sair
E eu vou sozinha, nessa viagem ninguém pode ir

Um mar tão sublime à minha frente
Não tenho medo, mas ningué entende

Meus dedos munidos de papel e caneta
Nesse sonho, num gesto faço uma luneta

Meu barco, nesse mar não vai afundar
E cheio de novos sentimentos ele vai voltar

Meu barco, já é hora de partir
E ao me despedir, eu só quero ver você sorrir.