“A poesia não se entrega a quem a define.


Mário Quintana


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terça-feira, 10 de julho de 2012

Palavra do Dia!



Baile

Um baile de mascara
Mais um sinal
E a porta escancara
Pegue-a pela mão
Conduza até o meio do salão
Um beijo de leve nos dedos
A cintura nas mãos
Faz gritar o coração
Ela nao tem nome
E nem definição
Mal sabe ele que seu nome é paixão
Um passo pra direita
Quando a musica começar, é fácil
Não se atrapalhe
Um pra lá e dois pra cá
Um rodopio pra ficar tudo perfeito
Um aceno ou reverência talvez
Que lhe procure uma outra vez
A multidão jah se espalhou
Um lenço branco no bolso do paletó ela deixou
Mascarada a menina
Pobre colombina
Pra amenizar o amargor
Se apaixonou por Pierrot
Pra quando a dor passasse enfim
Fosse sorrir pro arlequim
No meio do baile de mascaras
Pierrot perdeu seu coração
No lugar o lenço branco
Assinado com um beijo
Uma paixão

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Devaneios...


Arlequim foi um dia Pierrot.

Arlequim desmascarado
Malandro apaixonado
Chora por amor e com dor
Transforma-se em Pierrot

Menino arrependido
Teve o coração por fim abatido
Quer tomar o violão
E cantar sua canção

Rapaz, pelo amor abandonado
Teve o gracejo negado e o sorriso apagado
Corre na chuva
Cai no mar, vira bruma

Homem já feito
Vestido de defeitos
Como pode acabar tudo assim
Pierrot foi um dia Arlequim.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Carta da Colombina arrependida.


"Meu amado Pierrot,
Quem te escreve hoje é aquela que tanto amaste e que retribuía esse amor em parte, e que hoje
chora a cada vez que percebe que te perdeu,

Sim, sou eu, a tua Colombina, hoje tão arrependida, via-te em todos os bailes de carnaval, via-te verter lágrimas por seus lindos olhos, mas sentia que eras feliz.

Quando a quarte feira de cinzas acabou e o carnaval enfim cessou, depois de ter dançado a noite quase inteira contigo meu amado, vi-me nos braços do belo Arlequim, minha boca que antes ficava aberta quando tú começava a declamar-me suas poesias, pedia por um beijo do galante Arlequim, meu corpo que antes parecia ser levado as nuvens com o teu tocar, pelo teu embalar, pedia pelo calor dos braços dele, mas a cada toque, a cada beijo, ardia meu peito de saudade de ti, minha boca sedia por um beijo seu, aquele mais suave, meu olhar clamava por um olhar teu, palhaço tristonho, depois de ter julgado imensa traição a ti meu amor, não atrevi-me a procurar-te novamente, mas todo carnaval, voltava para onde sabia que tú passaria, via então o teu caminhar sereno, meio ébrio, meio choroso, e quando meu coração ardia de vontade de lançar-me em teus braços, o corpo de Arlequim me segurava,

Assim passaram-se os anos meu amado Pierrot, teu rosto permeou meus pensamentos a cada dia, a cada noite, a idade veio avançando, ainda insistia em encontrar-te nos carnavais, via-te chorar as vezes, era quando mais queria correr-lhe e te abraçar, mas as rugas já me tomaram o rosto, não me reconhecerias mais, o corpo esbelto de bailarina ficou guardado no colã da fantasia e nas fotos que hoje me entristecem, tua Colombina já não é mais uma menina, hoje é mulher casada, e o galante Arlequim se tornou um velho pançudo e careca, que não gosta mais do Carnaval, que passa os domingos bebendo e que não consegue formular a menor poesia...

Hoje meu eterno Pierrot, voltei para o nosso carnaval, mas ao invés de folia, via os foliões entristecidos, com lágrimas nos olhos, gestos tão sofridos, continuavam a dança de forma vagarosa, e aquela menina no canto, parecia-me tão chorosa, via mulheres cochichando, homens com garrafas nas mãos se lamuriando, ouvi então meu amado, daquele bêbado que andava meio de lado, que tú partiste desse mundo, e que como último pedido, resolveu se despedir dos seus em pleno carnaval, eram aqueles desconhecidos, de fantasia e máscaras a tua família, aqueles com quem podias chorar e sem ninguém perguntar o porque, e somente te acolher, vi tua esquife no centro do nosso salão, vestido ainda como o amado Pierrot, a lágrima no rosto, mas um sorriso nos lábios, aquele sorriso tão sereno, que me encantou, e também a todos que te viam brincar no carnaval.

Meu amado, quis tanto te tirar a tua máscara, descobrir quem eras de fato, mas tive medo, do Pierrot que eu conheci morrer e se mostrar apenas mais um Arlequim, tenho certeza que estás indo brincar o carnaval no céu, onde se a quarta feira acabar, o carnaval passar, a brincadeira vai continuar, tua alegria você continuará a espalhar...

Pierrot, pierrot, que tanto chorou por Colombina, esta que hoje te escreve arrependida, sabendo que essa carta nunca irás ler, mas que diz, assim que a quarta feira acabar, o carnaval mais uma vez passar, contigo no céu uma Colombina arrependida, aquela menina, bailarina, vai dançar.

Tua Colombina arrependida.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Devaneios...

ME FAÇA SORRIR

Me faça sorrir, um sorriso apenas
Nada de passos falsos, alarmes muito altos

Minha alma é pequena,
Eu quero um sorriso apenas

Não se afaste desse jeito
Eu peço, sem ter nenhum direito

Meu coração aperta quando você mostra ter medo de mim
O que eu faço para você não ser assim?

Não vire as costas,
Deixa que eu vou embora

Aqueles poemas que eu acabei de escrever,
Me fizeram ter medo de você.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Pierrot vs Arlequim!



Pierrot vs Arlequim

Nesses dois moram meu coração
Tão opostos tão diferentes
Sentimentos tão inerentes

Em Arlequim mora minha carne, cheiro de vida nos ares
Dono dos meus desejos, menino cheio de gracejos

Em Pierrot mora minha alma,Toda a minha calma
Aquele que me convida a uma suave dança, com olhos serenos de uma criança


Arlequim, beija meus lábios assim
Pierrot sempre sorri pra mim

Arlequim me leva aos infernos numa dança escandalosa
Pierrot, com suavidade, me leva ao céus, de forma tão honrosa

Arlequim é nada mais que um menino, vadio, cretino
Que quer meus passos domar

Pierrot é moço, um sorriso meio roto
Que minha alma, só ele consegue alcançar

Arlequim e Pierrot numa constante briga pela minha conquista
Mal sabem eles que já tenho os dois em vista

Arlequim consome minha carne,com beijos vorazes e abraços apertados
Pierrot tem todos os meus sonhos, dos mais risonhos aos mais encantados


E eu Colombina, menina tão indecisa
Que não sabe se vai com aquele, ou com este fica,


Que quando me bate a alegria, é por Arlequim que quero ser seguida
E se minha alma clama por amor, é que então chamo Pierrot


Mas se o meu Carnaval acabar, e a quarta feira de cinzas chegar


Por Arlequim vou me deixar levar, e a ele vou acompanhar
E a Pierrot, junto com minha alma, deixo-os a chorar.


A Arlequim sempre irei desejar,
Mas somente a Pierrot irei amar!

sábado, 18 de dezembro de 2010

Pierrot da minha escrivaninha parte III




- Porque só eu consigo te ver?
- Porque você é criança, oras!
Emburrada, lembrando-me das palavras de mamãe retruquei-o:
- Não sou não, minha mãe disse que eu sou mocinha já.
- Mocinha? Com essa cara?
- O que tem minha cara? perguntei passando a mão no rosto.
- Você tem cara de criança...
- E você? Você tem cara de... Ei! Espantei-me ao fixar o olhar naquela criaturinha estranha. Você não é um homenzinho, você é só um garoto... Porque é desse tamanho? O que você é?
- Ai, quanta pergunta... e só garoto não, eu sou o Billie! Disse-me sorrindo graciosamente.
- Eu sou a Anne!
- Olá criança Anne, disse-me tomando meu dedo indicador entra suas mãos e balançando,
Puxei-lhe o dedo e quase o fiz cair, fingindo estar brava cruzei oa braços:
- Mas minha mãe disse que eu não sou mais criança..
- Ah é? Olha então. Colocando a colher na minha frente para que eu me visse refletida nela.
   Eu tinha mesmo cara de criança, se bem que não sabia que diferença faria se eu fosse mocinha ou não. Olhei pra ele, que fazia careta do outro lado da colher, rindo com as formas engraçadas que seu reflexo tomava, arrumou o chapéu, e ensaiou um, dois, e tres sorrisos, até que virando-se em minha direção me sorriu, e eu vi um sorriso tão bonito, e eu sorri também. Ele colocou a colher no meu nariz e soltou:
- Olha, mágica, disse ironicamente, e eu ri... Até que:
- Anne! O que você está fazendo aí embaixo? Sua mãe está te procurando...
- Vovô,é...eu estava brincando com... interrompi minha fala olhando os olhos atentos de vovô
- Você estava brincando com quem Anne? Eu não vejo ninguém. Vovô olhou para os lados e sorriu.
  Olhei para o garoto-palhaço e ele sorrindo fez um gesto para que eu ficasse calada.
- Com ninguém vovô, eu estava brincando sozinha...
  Vovô me pegou pela mão, levantou-se e lavantou a toalha para que eu pudesses sair. Mamãe logo veio :
- Anne, olha seu vestido, está todo sujo, o que você estava fazendo embaixo na mesa menina?
- Calma Giovanna- interviu vovô- a Anne estava brincando comigo, não brigue com ela.
- Mas papai, a Anne não está mais na idade de ficar brincando embaixo da mesa.
- Deixe a menina brincar filha, você quando tinha essa idade rolava pelo quintal. Vovô riu quando mamãe se encabulou
- Mas papai... Mamãe então se calou ao olhar fundo nos olhos de vovô.
 Estendendo a mão, ele se voltou para mim com um largo sorriso:
- Vamos Anne,vamos brincar lá fora.
 Puxei seu braço levemente e ele abaixou-se.
- Tato, ele pediu pra não contar, mas lá fora eu te conto tá? Ele apenas assentiu com a cabeça.

   Meu avô se chama Anastácio, mas eu sempre o chamava carinhosamente, e quando não havia ninguém por perto de Tato. Ele tinha cabelos brancos, como se fossem de algodão, um grosso bigode que ainda tinha alguns fios escuros e que faziam cócegas quando ele me beijava a bochecha. A boca de Tato sempre sorria, até mesmo que ele estava bravo ou triste.Seu olhos eram doces, suaves, e transbordavm ternura, tinham o azul da cor do céu. 
  Vovô mesmo sendo gente grande, era meu melhor amigo!

   Fomos para o quintal, Tato sentou-se no nosso banco favorito, e eu sentei-me aos pés dele, apoiando minha cabeça em seus joelhos.
- Anne, sua mãe vai ficar brava se te vir sentada aí no chão.
- Deixa Tato, eu gosto de ficar assim, disse olhando nos olhos mais doce que eu veria em toda a minha vida.
Pousando a mão sobre minha cabeça: - Agora me diga, com quem você estava brincando? Você parecia tão feliz, será que você tem um novo melhor amigo?
- Não Tato, você é o meu melhor amigo, sempre foi e sempre vai ser.
Então contei-lhe o que havia se passado embaixo da mesa.
- Billie? É esse o nome do seu novo amiguinho? Ele parece ser engraçado pelo que você descreveu...
- E é Tato, ele se veste super engraçado e disse que eu consigo vê-lo porque eu ainda sou criança, mas a mamãe diz que eu sou mocinha agora... Tô confusa...Vovô riu
- Você é uma pequena mocinha, daqui algum tempo você será uma mocinha completa... Mas você ainda pode ser criança. Entendeu?
- Entendi mais ou menos. Cocei a cabeça tentando entender como eu podia ser duas coisas ao mesmo tempo.
- Vamos fazer um trato então?
- Que trato?
- Você pode ser criança com esse seu amiguinho o Billie e com o Tato, com as outras pessoas você finge que é mocinha, tá?
- Tá! Sorri e inclinei-me novamente, repousando sobre os joelhos do vovô, fechei os olhos por um minuto, mas pareceu uma eternidade e eu adorei aquele momento,
- Anne? Você dormiu?
- Não Tato, to ouvindo... Disse ainda sem abrir os olhos.
   Vovô suspirou longamente, fazendo com que eu abrisse os olhos:
- Você vai me contar tudo o que fizer com esse seu amiguinho? As brincadeiras, as histórias, você sabe que eu adoro quando você conta histórias, não ? 
- Pode deixar Tato, eu conto sim.
  Vovô ficou em silêncio, ainda com a mão sobre minha cabeça.
- Espero que ele possa cuidar de você... Murmurou.
- O que Tato? Disse alguma coisa?
- Nada Anne, vamos entrar, está ficando frio.

sábado, 4 de dezembro de 2010

O pierrot da minha escrivaninha! Parte II

"Lembro-me da primeira vez que nos vimos...Eu era uma menina, por volta de uns 10 anos, era gorducha, cabelos castanhos sempre presos numa trança, e era aniversário da vovó Adélia...
Eu estava sentada em uma das cadeiras da sala, e esta, estava finamente decorada, toalhas e babados por todos os lados, rosas amarelas ( as preferidas da vovó) enfeitando as mesas e outras partes da casa. Vi então algo cintilar em minha direção, cobri os olhos por um momento, esfreguei-os e vi sobre a mesa um homemzinho engraçado, vi-o pular da mesa, largando a colher que segurava no chão. Tia Magnólia, que estava ao lado da mesa, e que devia estar muito entretida nas conversas para não reparar em tal figura, se assustou com o barulho que a colher fez ao atingir o chão, olhou meio torto, recusando-se a abaixar para pegar a colher e simplesmente se afastou.
Levantei-me, caminhei lentamente até a mesa, sobos olhares atentos daqueles que estavam na sala, peguei a colher e meti-a no bolso do vestido. Quando a música se tornou mais alta convidando todos a encontrarem seus pares e começar a bailar, e ainda, alguns adultos se concentravam nas conversas chatas sobre economia e política, enfiei-me em baixo da mesa.
Procurei-o sem encontrar, e quando me virava para sair, ouvi risadas, bem baixinho, como se alguém as estivesse abafando, encontrei com a cabeça a mostra, atrás de um dos pés da mesa.
-Ei homemzinho, volte aqui! Sussurrei tentando chamar-lhe a atenção, mas sem sucesso.
Ele pulava na minha frente, ria e se escondia de novo, começara então nossa brincadeirade esconde-esconde debaixo das mesas da sala. O pequeno corria para se esconder, sempre deixando uma pista que eu pudesse seguir: a ponta do sapatinho engraçado que ele usava, aparecendo debaixo de um pedaço de toalha, o chapéuzinho caído no chão, e a mãozinha que ligeira e sobre risadas resgatava-o, denunciando o paradeiro de seu dono.
Eu o seguia e chamáva-o: - Homenzinho, ei, Homenzinho, pare de se esconder.
Até que ele parou de correr, não vi nem sombra dele, nem nada que pudesse indicar onde ele estava escondido. Sentei-me,ainda embaixo da mesa, cruzei as pernas e sustentei o queixo com as mãos.Olhando para os lados, tentando ainda procurar a estranha criaturinha...
- Me dá essa colher que está no seu bolso? Ouvi uma voz perto de mim, ainda sem saber de onde vinha.
- Quê? Quem disse isso?
- Eu ué!
- Eu quem?
- Eu Billie, oras!
- Não conheço ninguém chamado Billie, vamos, apareça!
- Só apareço se me der a colher...
Tirei a colher do bolso do vestido, segurei-a entre os dedos, o faixo de luz rompia a toalha da mesa refletia na colher e na parede eu via o reflexo dançar, eram manchas de luz que dançavam conforme eu movia a colher de sentido e direção. Até que uma vozinha me interpelou :
- Ah vai, me dá a colher, vocês tem um monte aí!
- E porque você quer uma colher?
- Porque ela é bonita oras.
- Aparece que eu te dou a colher.
- Tá bom!
Diante de mim, quase no meu nariz surge, de repente um homenzinho vestido de palhaço, me assustei, mas nao gritei, bati a cabeça na parte debaixo da mesa, ouvi um barulho, vi passos em volta da mesa... Respirei fundo e silenciei, vendo isso, já tendo tomado a colher de mim. Ele riu, riu alto, jogou-se no chão e continuou rindo. - Você é engraçada.
- Shiu, fica quieto, eles vão te ouvir
- Não vão não! Sé você consegue me ver e ouvir.

A próxima parte eu escrevo depois.

sábado, 27 de novembro de 2010

My newest history...


O pierrot da minha escrivaninha...
Parte I

"Aqui estou eu novamente, debruçada sobre a velha escrivaninha, como estive nos últimos 40 anos..
  Os cabelos brancos já me tomaram a cabeça toda, as mãos já não são aquelas que escreviam anos atrás, mas ainda escrevem com todo o vigor, impedida às vezes pelas vertigens, mas o coração pensa rápido e as mãos tentam acompanhá-lo.
Mas, mesmo com todo o esteriótipo de pessoa idosa, ainda sou a mesma menina por dentro, a mesma adolescente levada, cheia de sonhos não realizados, uma coleção de fracassos e sucessos, e um príncipe encantado nunca encontrado.
  E mesmo passados todos esses anos... Ele continuou comigo, aqui, ali, sempre ao meu lado, puxando-me a barra da saia, ou escondendo-se no bolso do casaco, ora pulando em cima da cama, ou sentado sobre a velha escrivaninha. Às vezes, sua inquietude o fazia rodopiar, correr, derrubar os livros da escrivaninha..Ah! Cada estripulia, tudo para chamar minha atenção, tudo para que eu olhasse para ele, e quando conseguia o que queria, ele me dava como mostra de sua gratidão, um sorriso(o mais belo sorriso), uma gargalhada e uma bela história.

Quem é ele?  Meu pierrot.

Ele ainda tinha aspecto de criança, mesmo tendo-o conhecido quando eu ainda era uma menina. Ele ainda vestia uma roupa de palhaço, que não se rasgava e nem desgastava, não era uma roupa colorida como a dos outros palhaços, era branca e preta, e eu gostava assim.

Tinha babadinhos nos punhos e na gola, tinha ainda um gorrinho que combinava com a roupa, meio jogado de lado...E nos olhos, grandes e castanhos, tinham dentro de sí uma alegria, uma alegria de criança tão intensa, que me aquecia o coração só de olhá-los.

No rosto pintada uma lágrima, a última lembrança de um amor, tatuado na pele e guardado num sorriso, aquele que ele só me mostrou poucas vezes.

Seu nome? Vou contar-lhe mais adiante."

A Segunda parte eu escrevo mais pra frente.