“A poesia não se entrega a quem a define.


Mário Quintana


quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Palavra do Dia!

Deixa?


Deixa eu gritar ,falar sem parar


Deixa eu chorar sem medida


Deixa eu pensar que ainda sou menina


Deixa eu rodopiar


Deixa eu brincar de fantasiar


Deixa eu me lançar por aí,Sem ter medo nenhum de cair


Deixa eu dizer incessantemente que Te amo


Que te espero e quero um abraço um afago


Deixa eu fluir em devaneios


Deixa eu recuar por conta dos meus próprios medos


Deixa eu pintar as asas


Deixa eu pular pelos telhados,Socorrer gatos

Procurar meus sapatos


Deixa eu correr segurando uma fita


Deixa eu rir até ficar com dor na barriga


Deixa eu ser sozinha, mas nunca me deixe


Deixa eu ser tudo, mesmo não tendo nada


e me desfazer em nada, pra multiplicar meu tudo


Deixa eu dançar de olhos fechados


Deixa eu sonhar com um beijo roubado


Deixa eu abrir os braços e girar com o mundo


Deixa eu tagarelar coisas sem sentido


Deixa eu balançar meu vestido


Deixa eu pintar minha mão com cores


Deixa eu dissipar as minhas próprias dores


Deixa eu te acalentar em meu peito


Deixa eu brincar com teu cabelo


Deixa correr de pé no chão


De braços abertos, fingindo ser um avião


Deixa eu ser levada pelo vento


Deixa eu brincar de gato sonolento


Deixa eu ir embora


Mas não, não me deixa agora...


sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Palavra do Dia! Bonus!

Sem você...


Sem você me perco no mundo

Me sinto sozinha e sem rumo


Sem você meu coração fica parado

Se sentindo abandonado


Sem você não vejo estrelas

Eu que tanto aprecio vê-las


Sem você tudo fica tão difícil

Sinto-me sempre a beira de um precipício


Sem você me sinto sem chão, sem estrada

Esperando quem sabe, ver você voltar do nada


Sem você meus olhos ficam cegos

De lágrimas encharcados


Sem você sinto frio

Envolta por um vento sombrio

Sem você sinto sede
Encurralada entre paredes

Sem você, fica-me por companhia
Uma ausência que me consome

A falta que me tira o ar
E era você que sempre vinha me salvar

Sinto-me deixada para trás
Sem nem ao menos saber onde estás

Sinto-me no breu
Queria pelo menos dizer-te Adeus


Palavra do Dia!

Medo


Tenho medo, tanto medo


Medo de perder minha poesia para mim mesma,


Medo de perder meus versos nos olhos teus


Medo de perder minhas rimas no sorriso seu


Tenho medo de ser abandonada por minhas letras


Tão sofridas, tão amigas e companheiras


Tenho medo, tanto medo


Medo de perder minha pena 


Nela minha alma, mesmo que pequena


Se revela, numa medíocre resenha


Tenho medo, tanto medo


Medo de perder a agilidade dos dedos


Que seguem meus tolos pensamentos


Tenho medo, tanto medo


Medo de engolir minha poesia


Ser sufocada por minhas próprias palavras


Tenho medo, tanto medo,


Da miúdez que minha poesia emana


De tantas palavras que em meu coração inflamam


De depois de tudo escrito,


Seja em itálico ou negrito


Quando a minha poesia for por mim abandonada


Eu simplesmente não significar nada

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Palavra do Dia! Bônus! xD


Traumas


Eis que teus traumas não deixaram cicatrizes

Acidentes invisiveis

Que te definham por fora

Mas é por dentro que te devora


Um coração apunhalado

De amores judiado

Uma alma encurralada

Fugitivo sem estrada


Teus olhos agora tão vazios

A mercê do subterfúgio

Querem mais não buscam

Um simples refúgio


Onde estão teus passos

Pequena bailarina

Que costumavam dançar

Fazer Arrelias


Vem pequena, vem para a luz

Deixa-me curar teus traumas

Entrelaçar nossas almas

Divide comigo a tua Cruz!

Palavra do Dia!

Borboleta


Uma linda borboleta pousou-me ao ouvido

E ousou dizer coisas de um mundo desconhecido


Disse-me coisas lindas

Contou-me de ilhas bem floridas


Ruflou as asas E me transportou


Viajei por colinas

Bebi água em fontes cristalinas


Vi bichos pequenos e estranhos

Vi seres lindos e medonhos


Ela levou-me a um abrigo

Disse que estaria a salvo de qualquer inimigo


Soprou-me sobre a face

Num pesado sono , cai, num enlace


Encasulou-me a danada

E sem me dizer nada


Em borboleta me transformou


Agora tenho por sina,

Seguir por onde me leva a brisa


E num momento qualquer,

Ser o que vento quiser.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Palavra do Dia!


Solidão


Sou nada mais que solidão

Que em passos largos e beijos amargos

Despede-se de cada um que passou por este coração


Sou nada mais que silêncio

Que observa costas que partem

Vozes que nem ao menos se despedem


Sou nada mais que escuridão 

Que quando tudo já se foi

Fica, na esperança de uma nova paixão


Sou nada mais que imensidão

Que por menor sentimento que seja

Deseja não ser mais solidão.